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Chuvas deixam 68 mortos na Zona da Mata em Minas

  • 24 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.


As idades de Juiz de Fora e Ubá foram as mais afetadas pelas fortes chuvas
As idades de Juiz de Fora e Ubá foram as mais afetadas pelas fortes chuvas

As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira já deixaram 68 mortos e 33 pessoas desaparecidas, segundo balanço atualizado por autoridades envolvidas nos resgates. Ao todo, 208 vítimas foram resgatadas com vida na região. O número de desalojados e desabrigados a 3500 segundo a prefeitura de Juiz de Fora.


A prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública e registrou, até o momento, 22 mortos devido aos temporais dessa segunda-feira (23). A Defesa Civil do município estima ainda que 440 pessoas estejam desabrigadas.


O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou que está pronto para auxiliar o governo de Minas Gerais no enfrentamento à tragédia climática que atinge a Zona da Mata mineira. A mobilização ocorre após fortes temporais que devastarem cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, resultando em pelo menos 22 vítimas fatais, dezenas de desaparecidos e um cenário de calamidade pública na região (foto reprodução/TV Globo).


A prefeita de Juiz de Fora, uma das cidades mais atingidas, Margarida Salomão, disse, nas redes sociais, que a cidade teve 584 milímetros de chuvas acumuladas, o que faz do mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro, com volume superior ao dobro do esperado para o mês.


“Isso nos trouxe toda a sorte de transtornos, desde coisas muito graves [como] situações de soterramento. Nesse momento, temos registrado 20 soterramentos, especialmente na região sudeste", afirmou a prefeita.


"Estamos com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, com todos os nossos recursos, buscando salvar vidas. Bairros estão ilhados. O Rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica”, completou Margarida.


De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com o transbordamento do Rio Paraibuna, a corporação foi acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio.


Em poucas horas foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.


As creches e escolas municipais estão com as aulas suspensas. Os funcionários da prefeitura fazem teletrabalho. A recomendação é evitar sair de casa e fazer deslocamentos desnecessários.

 
 
 

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