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Fraude na votação de quebra de sigilo bancário de Lulinha

  • há 4 dias
  • 4 min de leitura
Foto mostra os parlamentares que votaram contra a quebra de sigilo bancário de Lulinha
Foto mostra os parlamentares que votaram contra a quebra de sigilo bancário de Lulinha

Da Redação


A bancada governista protocolou junto a Mesa Diretora do Congresso Nacional petição solicitando a anulação da tumultuada votação da manhã desta quinta-feira (26), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS por fraude na condução da votação simbólica do colegiado. Durante a contagem dos votos, houve socos e empurrões entre os parlamentares, provocando a suspensão da sessão.


O deputado federal Rogério Corrêa, ao tentar protestar junto ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), foi agredido por parlamentares bolsonaristas, entre estes o deputado Evair de Melo (PP), que o empurraram até ele cair. “Isso vai ser anulado, como nós esperamos, e vamos ao Conselho de Ética, porque não pode um presidente de uma comissão parlamentar que quer investigar algo tão sério, como foi o roubo dos aposentados, fraudar o resultado de uma votação”, disse Rogério Corrêa em postagem nas redes sociais.


“O que aconteceu...eu coloco na conta do senador Viana, que cometeu um crime, um crime grave aqui. E eu digo mais, eu sei por que ele faz isso. “Olhem quem é o pastor Vettel, sócio do Vorcaro, que é este que fez o rombo todo nos consignados do Banco Master junto com o Banco Central de Roberto Campos Neto, do Bolsonaro e que fazia lavagem de dinheiro do roubo dos aposentados na Igreja da Lagoinha, no banco Clava Forte Bank, onde ele [o senador Carlos Viana] também é desta igreja, junto com Nicolas Ferreira e Pastor Valadão” e acrescentou: “Ali, portanto, há uma lavagem de dinheiro […] e eles não querem que investiguem”, destacou o deputado.


Apontou ainda Rogério Corrêa: “Eu já apresentei esse requerimento, há mais de dois meses, e o requerimento não vai à votação. Ou seja, ele está fraudando. Uma apuração, escondendo e engavetando o requerimento de um deputado que está no escoto do processo. Ele não pode fazer isso”.


“Então o senador Viana é o responsável por todo esse tumulto. Quando eu fui conversar com ele para explicar que ele teria que refazer a votação porque ele errou, aí eu vi que ele estava de má fé. E veio atrás de mim uma tropa de choque do PL e do Partido Novo, porque eu cheguei a cair no chão. Agora estão dizendo que eu agredi. Um senhor de 68 anos agredir um jovem, aliás, atleta, de forma alguma”.


Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) o resultado proferido não refletiu o número real de votos contrários aos requerimentos. Disse que, além da petição, também foi protocolada uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da CPMI. “Foi um atentado contra a democracia e o parlamento. Peço que a imprensa ajude a sociedade a tomar conhecimento de uma ação ilegal realizada. As imagens são claras e mostram os nossos 14 votos”, declarou.


Destacou que na hora da votação simbólica, havia 21 parlamentares titulares com direito a voto no plenário da Comissão. Manifestaram posicionamento contrário aos requerimentos em votação a senadora Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner, Tereza Leitão, deputado Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério Correia. Portanto, 14 parlamentares votaram contra a aprovação dos requerimentos. O presidente da Comissão contabilizou apenas sete votos.


Na realidade, o conflito gera tumulto por 2026 ser ano eleitoral, o que motiva a oposição a forçar a citação do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder na corrida presidencial, e envolve requerimentos que miram o empresário e pastor Fabiano Zettel, o Clava Forte Bank, ligado à Igreja da Lagoinha, do pastor André Valadão, e outros nomes citados em pedidos de investigação sobre o fluxo de recursos do esquema dos descontos indevidos.


Advogado de Lulinha.


O advogado de Fábio Luís Lula da Silva declarou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário foi “desnecessária” e que ele está disposto a apresentar espontaneamente os documentos solicitados pela investigação.


A manifestação foi protocolada na quarta-feira (26), no âmbito de inquérito que tramita na Corte. As informações foram divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, o defensor Guilherme Suguimori Santos afirmou que seu cliente foi surpreendido por reportagens que noticiaram que, ainda em janeiro, o ministro teria autorizado as medidas de quebra de sigilo.


A defesa argumenta que, desde 19 de janeiro, quando solicitou acesso aos autos, Lulinha já havia manifestado “expressamente sua intenção de prestar qualquer esclarecimento necessário”. O texto acrescenta que o empresário sempre demonstrou disposição para colaborar com a apuração “de forma a esclarecer os fatos, dissipar ilações e evitar a desnecessária politização de seu nome”.


Ainda de acordo com o advogado, além de ter se colocado à disposição para depor, Lulinha pretende fornecer voluntariamente ao STF os documentos que forem requisitados. No pedido encaminhado ao ministro relator, a defesa solicita acesso ao apenso que trata da quebra de sigilo mencionada pela imprensa, bem como a outros eventuais procedimentos relacionados ao empresário, para que possa examinar o conteúdo e apresentar os documentos considerados pertinentes.


Com informações da Agência Brasil, PT e Brasil 247

 
 
 

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