Acorde, festival de música, leva ao Carlos Gomes cantata de coros e vozes
- 23 de jul.
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Atualizado: há 2 dias
O “Acorde” - Festival Pedagógico Brasileiro de Ensino Coletivo Musical de Instrumentos e Vozes, que será realizado em Vitória de 17 a 23 de agosto deste ano, ultrapassou a meta de inscrições, fixadas em 300. Coordenado pelo maestro Jean Molinari e inspirado no método El Sistema, desenvolvido na Venezuela por José Antônio Abreu, o evento oferece 10 oficinas de música, a partir do próximo dia 17, para diferentes públicos, e será encerrado com a cantata Carmina Burana, de Carl Orff.
A apresentação, com orquestra e vozes, no Theatro Carlos Gomes, às 18 horas, terá entrada gratuita.

Para maestro Jean Molinari, coordenador do evento, "para o público de um festival pedagógico, Orff tem um significado ainda mais profundo. Difundido em dezenas de países, seu método transformou a maneira como o mundo ensina música a crianças — e dialoga diretamente com o espírito do Acorde Festival, onde oficinas de musicalização infantil, orquestra de papel e prática coletiva ocupam o centro da programação. Ao encerrar o festival com Orff, celebramos as duas faces do mesmo homem: o compositor do êxtase coletivo e o pedagogo que acreditava que a música pertence a todos"..
Molinari acrescenta: "O Acorde foi inspirado no El Sistema, criado em 1975, numa garagem em Caracas, pelo economista, maestro e educador venezuelano José Antonio Abreu (1939–2018). Ele reuniu 11 jovens músicos para um ensaio. Daquele encontro nasceu o Sistema Nacional de Orquestas y Coros Juveniles e Infantiles de Venezuela — o El Sistema —, hoje reconhecido mundialmente como o mais bem-sucedido programa de transformação social por meio da música. Sua premissa é revolucionária na sua simplicidade: a orquestra e o coro como escolas de vida social, onde crianças e jovens, com acesso gratuito a instrumentos e ensino coletivo de excelência, aprendem disciplina, solidariedade, pertencimento e beleza". .
O “Acorde”, que tem como público-alvo grupos de congos, indígenas, corais, cegos/autistas, negros, crianças, idosos, é uma promoção do Instituto Agir para o Desenvolvimento da Cidadania, com fomento da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Sesult-ES), por meio do Funcultura PNAB, Nova cena - Mostras e festivais, com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura) somados aos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
Serão oferecidas oficinas, ded 17 a 23 de agosto, abrangendo diferentes áreas da música. As oficinas Prática Orquestral e Regência Orquestral, com, respectivamente, 80 e cinco vagas, terão como professor Gregory Carreño, que vem da Espanha, onde reside. Ele sucede o criador do método, José Antônio Abreu na divulgação dessa forma de ensino musical, que possibilita o aprendizado no período de uma semana.
Ele virá a Vitória acompanhado da professora Samia Ibrahim, sua esposa e cantora lírica renomada, que conduzirá a oficina Prática Coral, com 100 vagas e Regência Coral, 5 vagas. Gregory e Samia conduzirão, também, a oficina de Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais para Professores.
As demais oficinas são: Orquestra Infantil e Musicalização, com Fabiana Valente, Orquestra de Papel e Musicalização, com Waleska Araújo Pinto, Música Indígena Brasileira, Marcelo Oliveira da Silva, Congo Capixaba, Alceni Ferreira Cardoso e Prática Oral para PCDS, com Jean Molinari e Karen Moraes.
O professor Molinari afirma que o evento, de música coletiva, irá provar “o valor da música como criação de identidade comum, pra gerar sentimentos de valorização. Não só da cultura local, da cultura nacional, da cultura estadual, da cultura capixaba, mas também dessa relação de confiança no próximo e da complementaridade do trabalho típico do trabalho de equipe. Então, através de um festival, poderemos mostrar que, além de ensinar, também comemoramos essa metodologia tão bem-



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