Inadimplência recua e retira mais de 117 mil capixabas do atraso
- 13 de fev.
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A inadimplência do consumidor no Espírito Santo apresentou queda em dezembro de 2025, encerrando o mês em 33,9%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pelo Connect Fecomércio-ES. O resultado representa uma redução de 2,8 pontos percentuais em relação ao mês anterior e indica a saída de 117,6 mil capixabas da condição de atraso no pagamento de dívidas.
Apesar da melhora no indicador geral, o não pagamento de pendências segue como um desafio para boa parte das famílias, especialmente aquelas com menor renda. Entre os consumidores com renda até 10 salários mínimos, 57,2% não possuem condições de pagar suas dívidas, o dobro quando comparado ao percentual entre aqueles com renda acima de 10 salários mínimos, com índice de 28,6%.
A disparidade também se torna evidente na taxa de dívidas em atraso por faixa de renda. Em dezembro, a taxa de inadimplência entre famílias com até 10 salários mínimos ficou em 38,0%, enquanto o indicador entre famílias com renda maior que 10 salários chegou a 10,5%, ou seja, a inadimplência chega a ser 3 vezes maior entre famílias com menor renda.
A análise também apresenta diferenças nos tipos de dívidas em atraso. Os dados mostram que, em domicílios com até 10 salários, o principal motivo de inadimplência é o crédito pessoal, com 15,2%. Já em famílias com renda superior a 10 salários, a principal dívida é o financiamento de casa, com 17,3%. Portanto, o nível de renda determina não apenas as condições de pagamento, mas também o tipo de dívida adquirida.
Consumo das famílias avança
O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo iniciou 2026 em alta, ao avançar 1,8% em janeiro, alcançando 108,6 pontos, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), analisados pelo Connect Fecomércio-ES. O resultado mantém o indicador acima da linha de otimismo (100 pontos) e reforça um cenário mais favorável para o consumo no estado.
Na comparação nacional, o Espírito Santo apresentou um desempenho superior à média brasileira, que registrou 105,7 pontos, evidenciando maior confiança das famílias capixabas e à capacidade de consumo no curto prazo. Apesar do avanço mensal, o índice acumula queda interanual de 3,0%, revelando uma recuperação gradual em relação à queda anual.
Entre os dados do ICF, o Nível de Consumo Atual foi o principal destaque do mês, com crescimento de 7,5%, sinalizando aumento da disposição de realizar compras. A Perspectiva de Consumo também apresentou resultado positivo, ao avançar 3,9%, refletindo expectativas mais otimistas em relação ao cenário econômico futuro.
A análise por faixa de renda revela comportamentos distintos. O momento para compra de bens duráveis apresentou alta de 3,4% entre famílias de menor renda, enquanto entre as famílias de maior renda houve retração de 2,5%, indicando cautela desse grupo em decisões de consumo de maior valor. O movimento sugere que a retomada do consumo acontece de forma desigual, concentrando-se inicialmente entre os domicílios mais sensíveis à melhora das condições financeiras.



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