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Presa turista argentina por crime de injúria racial no Rio

  • 6 de fev.
  • 2 min de leitura

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (6) a advogada e influencer argentina Agostina Páez (foto, reprodução), processada por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. No momento da prisão, ela usava uma tornozeleira eletrônica. Agostina foi presa em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, e encaminhada para a 11ª DP (Rocinha).


O advogado Ezequiel Roitman, que a representa, esteve na delegacia e informou que só vai se manifestar nos autos do processo. A defesa tenta o relaxamento ou revogação da prisão na Justiça.


Após a decretação da prisão preventiva, ela postou um vídeo declarando estar "com muito medo".

“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, disse. Ela pediu para não ser usada “como exemplo” e afirmou precisar de ajuda.


Em nota, a polícia afirmou que "as condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas após análise das imagens de câmeras de segurança. Ao longo da apuração, agentes realizaram diligências com rigor técnico, ouviram testemunhas e reuniram elementos probatórios que permitiram esclarecer completamente a dinâmica dos fatos".


O começo


O caso teve início em 14 de janeiro, em um bar localizado na rua Vinícius de Moraes. De acordo com a denúncia, a argentina estava acompanhada de duas amigas quando se desentendeu com funcionários do estabelecimento por causa do valor da conta e passou a proferir ofensas de cunho racista.


Um dos trabalhadores teria sido chamado de negro de forma pejorativa, com o objetivo de discriminá-lo em razão da cor da pele.


Ainda segundo a Promotoria, mesmo após ser alertada de que sua conduta configurava crime no Brasil, Agostina continuou as ofensas, dirigindo-se a uma funcionária com a palavra "mono" ("macaco", em espanhol) e fazendo gestos que simulavam o animal.


A denúncia aponta que, após deixar o bar, a influencer voltou a insultar funcionários na calçada em frente ao local, repetindo expressões ofensivas, ruídos e gestos racistas contra três trabalhadores. Parte do episódio foi registrada em vídeo por testemunhas, e as imagens, que mostram a turista sendo repreendida pelas próprias amigas, passaram a integrar as provas do processo.


A Promotoria rejeitou a versão apresentada pela defesa de que os gestos seriam brincadeiras direcionadas às amigas, destacando que uma das acompanhantes tentou impedir a continuidade das ofensas, o que indicaria consciência da gravidade do comportamento.

 
 
 

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