Procuradoria da Bolívia emite ordem de prisão contra Morales
- 30 de jul.
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A Procuradoria da Bolívia emitiu um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales por suposto envolvimento nos bloqueios de estradas e protestos que afetaram o país durante 53 dias. Segundo a agência Sputnik, a decisão foi tomada após uma denúncia apresentada pelo Comitê Cívico Pró-Santa Cruz.

O mandado determina que Morales seja conduzido à Unidade Especializada de Polícia de Combate à Corrupção para responder às acusações formuladas pelas autoridades bolivianas.
Acusações incluem levante armado e incitação
De acordo com a Sputnik, a acusação formal contra o ex-presidente inclui crimes como levante armado, atentado à segurança dos transportes e incitação pública à prática de crimes.
As acusações estão relacionadas aos bloqueios de rodovias promovidos durante mais de dois meses, que provocaram interrupções no transporte de pessoas, mercadorias e serviços em diferentes regiões da Bolívia.
A decisão judicial estabelece que a autoridade policial responsável execute o mandado e conduza Evo Morales à unidade especializada encarregada da investigação.
O caso representa mais um capítulo da disputa política entre o ex-presidente e as atuais autoridades bolivianas.
Evo denuncia perseguição política
Em resposta, Morales afirmou que o processo judicial busca desviar a atenção da crise econômica e social enfrentada pela Bolívia.
Segundo a Sputnik, o ex-presidente declarou que “eles não nos intimidarão” e afirmou que continuará lutando ao lado do povo boliviano.
Morales também voltou a sustentar que as acusações fazem parte de uma perseguição política contra sua liderança.
Os protestos e bloqueios de estradas duraram mais de 50 dias e provocaram impactos significativos sobre a circulação de veículos, o abastecimento e diversos serviços públicos.
As manifestações ocorreram em meio à crescente tensão política no país e aprofundaram o clima de polarização entre apoiadores de Morales e o governo boliviano.
A emissão do mandado de prisão aumenta a tensão institucional na Bolívia e reforça o ambiente de conflito político que marca o país desde os protestos.



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