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Acorde Festival inicia oficinas de música nesta segunda-feira

  • há 1 dia
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Com aula de Prática Coral para PCDS, com Jean Molinari e Karen Moraes, no Instituto Braille, de 9 às 11h, o Acorde – 1º Festival Pedagógico Brasileiro de Ensino Coletivo Musical de Instrumentos e Vozes inicia nesta segunda-feira (17) as oficinas de música para diferentes públicos, inspirado no método El Sistema, desenvolvido na Venezuela por músico e pesquisador José Antônio Abreu, que resultou n formação de orquestras por todo o mundo.


São 10 oficinas que serão ministradas até o dia 22, com encerramento, no dia 23, às 18h, no Theatro Carlos Gomes, com a famosa cantata cênica Carmina Burana, composta por Carl Orff entre 1935 e 1936. A entrada é gratuita.


O espetáculo terá regência do maestro Gregory Carreño (foto), que veio da Espanha, onde reside, com sua esposa, também maestrina, Samia Ibrahim. Serão oferecidas de 17 a 22 deste mês, oficinas, abrangendo diferentes áreas da música. O maestro, também professor, ministrará nas oficinas Prática Orquestral e Regência Orquestral.


Ele sucede o criador do método, José Antônio Abreu, na divulgação dessa forma de ensino musical, que possibilita o aprendizado no período de uma semana. Sua esposa, a professora Samia Ibrahim, é cantora lírica renomada e conduzirá a oficina Prática Coral, e Regência Coral. Gregory e Samia conduzirão, também, a oficina de Ensino Coletivo de Instrumentos Musicais para Professores.


As demais oficinas são: Orquestra Infantil e Musicalização, com Fabiana Valente, Orquestra de Papel e Musicalização, com Waleska Araújo Pinto, Música Indígena Brasileira, Marcelo Oliveira da Silva, Congo Capixaba, Alceni Ferreira Cardoso.


Haverá ainda Ensino coletivo para professores, das 10 às 12h (17 a 21) no auditório Sônia Cabral, mesmo local onde será ministrada Regência Coral, das 14h às 15h30 (17 a 21). e aula de Regência Orquestral e Regência Coral. O festival oferecerá, para os mais de 300 inscritos, Orquestra infantil, Orquestra e Papel, Oficina de Congo e de música Indígena.


O “Acorde”, que tem como público-alvo grupos de congos, indígenas, corais, cegos/autistas, negros, crianças, idosos, é uma promoção do Instituto Agir para o Desenvolvimento da Cidadania, com fomento da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (esult-ES), por meio do Funcultura PNAB, Nova cena - Mostras e festivais, com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Funcultura) somados aos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).


O maestro


Em sua trajetória, Gregory Carreño destaca que vem de uma família de músicos, porque tudo começou com seu pai, também clarinetista. Seu pai tocava e praticava muito em casa, despertando no jovem Gregory uma paixão , especialmente pelo som do instrumento, que ele considera maravilhoso e que deu muito sentido à sua vida. No entanto, para ele, pertencer a uma família de grandes músicos é um enorme compromisso e responsabilidade.


Sua experiência como estudante de música no México começou em 1975, sua primeira saída do país especificamente para estudar. Foi durante sua primeira turnê de concertos com a Orquestra Nacional Juvenil da Venezuela que o Maestro Abreu, antes do término da viagem, pediu-lhe que ficasse:


“Meu caro, por favor, quero que você fique aqui na Cidade do México para estudar com um grande maestro coral que leciona regência na Escola de Música da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Já providenciei tudo com a embaixada para que você possa ficar lá e dar continuidade aos seus estudos.” Isso lhe permitiu aprender com o maestro espanhol Enrique Ribó. Foi uma experiência que lhe possibilitou descobrir mais sobre a música, a cultura, a arqueologia e outros aspectos do México.


Ele começou a estudar regência, análise, piano e composição com o Maestro Abreu e essa jornada de aprendizado começou com viagens de ônibus de Maracay para Caracas. Ele teve a oportunidade de viajar no carro do próprio Maestro Abreu e, durante a viagem, eles discutiam seus projetos em andamento. Gregory Carreño jamais imaginou a magnitude do que esses projetos se tornariam. E foi precisamente em 1974 que o Maestro Abreu reuniu alguns jovens músicos que havia selecionado em Aragua, culminando no concerto inaugural da Orquestra Nacional Juvenil Juan José Landaeta da Venezuela em 1975. Essa instituição daria origem a esse grande empreendimento cultural e musical, que mudaria para sempre a história sociocultural e musical contemporânea do nosso país: o Sistema Nacional de Orquestras e Coros da Venezuela, hoje conhecido como El Sistema.

 
 
 

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