Desinformação nas redes é tema de seminário na Ales
- 10 de jun.
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“Democracia em risco – extrema direita e desinformação” é o seminário que acontece nesta quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa, das 9 às 13 horas, para debater entre pesquisadores, lideranças juvenis e representantes de movimentos sociais sobre os impactos da extrema-direita, dos algoritmos e da desinformação no ambiente digital.

A iniciativa é da deputada Iriny Lopes (PT), da Comissão de Cultura e Comunicação Social da Assembleia. Da pauta consta o tema “Tecnoconservadorismo e movimentos extremistas de direita”, pelo professor Pablo Ornellas Rosa (UVV), com mediação do professor Fabio Gouveia (Ufes).
E ainda: “Juventudes e o debate político nas redes: movimentos, algoritmo e desinformação”, com a professora Marialina Côgo Antolini (PhD – Michigan State University), Fernanda Moreira (Coletivo Levante da Juventude) e Lara Evellin Pêgo de Souza (Associação do Território Indígena Tupinikim e Guarani), com mediação do professor Edgard Rebouças (Ufes).
Quadro atual
Uma pesquisa do Aláfia Lab, laboratório independente de pesquisa sobre internet, comunicação e sociedade, mostra que política e eleições são os temas mais associados à circulação de fake news no Brasil. Segundo o levantamento, 43% dos brasileiros afirmam encontrar mais notícias falsas sobre política do que sobre qualquer outro assunto. Saúde, economia e celebridades aparecem na sequência.
O estudo também indica diferenças no comportamento de eleitores de esquerda, direita e centro diante da desinformação e do uso de inteligência artificial.
A pesquisa foi realizada com 1.512 entrevistados de todo o país e utilizou perguntas de autodeclaração, ou seja, as respostas refletem a percepção dos participantes sobre si mesmos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A maioria dos brasileiros afirma saber identificar fake news, mas ainda com insegurança. Segundo a pesquisa, 58% dizem conseguir reconhecer notícias falsas “com dúvidas em alguns casos”. Outros 29% afirmam fazer isso “com facilidade”, enquanto 13% dizem não saber identificar desinformação.
Homens, jovens, pessoas com maior escolaridade e eleitores de esquerda estão entre os grupos que mais dizem ter facilidade para reconhecer fake news. Entre os entrevistados de esquerda, 39% afirmam identificar notícias falsas com facilidade.



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