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Lula segue liderando, mas empata com Flávio do 2º turno, diz pesquisa

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Pesquisa mensal AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25/2), mostra um segundo turno mais competitivo, com o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas numericamente à frente, com 46,3% contra 46,2% das intenções de voto. É a primeira vez que o levantamento da consultoria registra empate entre o senador e Lula em um cenário de disputa pelo Planalto, embora Lula mantenha a liderança no primeiro turno em todos os cenários.


Antes de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também chegou a aparecer numericamente à frente de Lula em pelo menos quatro levantamentos ao longo de 2025. Na rodada atual, o governador também registra avanço e aparece com 47,1%, contra 45,9% do presidente em um eventual confronto direto.


A pesquisa foi realizada pela internet entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com 5 mil eleitores em todo o país, e tem margem de erro de um ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07600/2026.


O principal significado político do resultado é indicar um aumento da competitividade na disputa presidencial. Embora Lula permaneça plenamente competitivo, o empate numérico medido pela consultoria sugere um cenário de disputa mais equilibrado que o observado nas rodadas anteriores. Ainda assim, o horizonte de pouco mais de sete meses até a eleição recomenda cautela na leitura dos números, pois o cenário ainda sofrerá mudanças e as pesquisas devem registrar novas oscilações.


O impacto político aparece mais claramente nos cenários de segundo turno do que nos de primeiro turno. Nas simulações de primeiro turno, Lula ainda mantém vantagem relativamente confortável: 45% contra 38% de Flávio Bolsonaro em um dos cenários. Ainda assim, os números mostram uma mudança relevante desde janeiro: o senador subiu cerca de três pontos percentuais, passando de 35% para 38%, enquanto Lula recuou de 49% para 45% no mesmo cenário.


Uma leitura possível desses primeiros números, sugerem que o Carnaval não mudou o eixo da disputa, mas pode ter intensificado a polarização e a mobilização dos dois lados. O principal efeito político neste momento parece ter atingido mais o eleitor moderado – e que decide a eleição no segundo turno – do que a base eleitoral do presidente.



 
 
 

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