top of page

Mais ricos contribuem para piorar mudanças no clima, diz biólogo

  • 3 de jun.
  • 2 min de leitura

"Seis por cento das pessoas mais ricas do mundo emitem 50% dos gases do efeito estufa. Mas na hora de experimentar as consequências disso, a população mais pobre é a mais prejudicada”. A firmação é do Thiago Teixeira Costa,  doutorando em Biodiversidade Vegetal na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em palestra sobre .o tema “Mudanças Climáticas Globais: o que esperar de um planeta mais quente?”., promovida pela Assembleia Legislativa, na terça-feira (2).


Na plateia, estudantes do Instituto Gênesis em evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, organizado pela Comissão Parlamentar Interestadual de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (Cipe Rio Doce).


Thiago Teixeira Costa destacou a importância do terma para jovens: “São eles que no futuro vão comandar as ações relacionadas às mudanças climáticas globais. Como eu expliquei na palestra, toda a produção de alguma coisa tem um impacto global. Se eles saem daqui sabendo os impactos que o consumo deles causa, eles conseguem ter atitudes mais positivas na hora de escolher o que consumir, o que usar e o que curtir em uma rede social".


A cultura da ostentação também foi motivo de alerta para os estudantes. “Tem coisas que a gente precisa consumir. Tem coisas que são ostentação. Se a gente começa a dar muito valor às coisas que são ostentação – como múltiplos cordões de ouro, diamantes, carros de luxo, iates de bilhões de dólares – a gente favorece o processo de mudanças climáticas globais porque eles consomem muita energia, liberam muitos gases do efeito estufa na atmosfera e não são sustentáveis no longo prazo”, destacou Thiago Teixeira Costa.


O biólogo adiantou ainda os efeitos do super El Niño somados às consequências das mudanças climáticas no Espírito Santo para os próximos anos.


“O super El Niño é um evento climático natural. Ele não tem a ver com as mudanças climáticas, mas é potencializado por elas. É um evento de aquecimento das águas do Oceano Pacífico que muda a dinâmica atmosférica e muda o que é esperado para os climas das regiões do Brasil e do mundo. Aqui no Espírito Santo, o que é esperado é uma seca severa. Acho que vamos ter repercussões nada positivas nesse sentido.”


Outro tópico apresentado na palestra foi o conceito de desigualdade climática. “Ela fala sobre quem mais polui e sobre quem mais sofre os efeitos das mudanças climáticas globais.

No final da palestra, os estudantes receberam mudas de espécies nativas cedidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

 
 
 

Comentários


bottom of page