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Produção de petróleo no Espírito Santo cai 50% em 10 anos

  • 27 de mai.
  • 2 min de leitura

Em dez anos a produção de petróleo no Espírito Santo caiu cerca de 50%, de 400 mil barris para 224 mil barris ao dia, sendo 80% da Petrobras, apesar das diversas concessionárias. Hoje, a Petrobras não produz petróleo na bacia do localizada no Estado, além do campo de Jubarte.


A informação, do pesquisador em exploração e produção de petróleo e gás Francismar Cunha Ferreira, do Instituto de Estudos Estratégicos de Produção de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), foi feita na audiência pública organizada na Assembleia Legislativa por solicitação dos petroleiros capixabas, presidida pela deputada estadual Iriny Lopes (PT).


No evento, realizado no auditório do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCEES), nesta segunda-feira (25), a deputada afirmou que a queda da produção do petróleo nas plataformas capixabas nos últimos 10 anos, aproximadamente de 400 mil barris/dia para 225 mil/barris dia.


Ela destacou que a redução é atribuída à falta de investimentos e à privatização de unidades pertencentes à estatal, bem como a falta de pesquisas para novos poços e produção dos já existentes. De acordo com Iriny, hoje há uma subexploração e diminuição no uso das plataformas já instaladas.


Para o pesquisador Francismar Cunha Ferreira, o quadro é atribuído à redução de investimento em pesquisa e produção, não só por parte da Petrobras, mas das empresas privadas que atuam no Estado. Foram privatizados os polos de exploração, produção e distribuição de petróleo de Cricaré, Lagoa Parda, Peroá, Golfinho e Norte Capixaba.


De acordo com Ferreira, apesar da promessa, não houve novos investimentos e tampouco a produção voltou a crescer. Além disso, aponta que há a subutilização das infraestruturas instaladas e que a Petrobras mudou a postura de investimento nas bacias do Estado, a partir de 2020, acelerando as privatizações.


Na última década, destacou, houve queda de mais de 50% no número de novas perfurações de poços. Segundo ele, o Espírito Santo é “o único estado que tem produção em terra, em águas rasas, em águas profundas e o pré-sal”.


O impacto na cadeia produtiva do petróleo e gás no Estado afeta diretamente as parapetroleiras (empresas que prestam serviços de apoio e logística no setor), com reflexos na oferta de empregos. Ferreira defende que é preciso voltar a investir:


“Um novo ciclo positivo é possível para o setor de óleo e gás do Espírito Santo e a Petrobras tem capacidade de conduzir esse novo momento promissor. É imprescindível o aumento dos investimentos da Petrobras no ES. Não se pode negar o potencial da bacia capixaba, com óleo e gás em todos os ambientes de exploração, além de ficar próximo dos grandes consumidores”.


“Os investimentos da Petrobras são essenciais para promover um desenvolvimento regional sustentável, gerar emprego, fortalecer a economia local e avançar na transição para uma matriz energética limpa e sustentável, com crescimento ambiental e social”, complementou.


O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro-ES), Valnisio Hoffmann, lembrou que a distribuição de gás pós-privatização não mais pertence exclusivamente à Petrobras, depois que a Fibra assumiu o controle acionário da BR Distribuidora.


Acrescentou que nos locais onde a atividade foi privatizada, há problemas de distribuição para a população e disse que houve queda acentuada na produção de gás na unidade de tratamento de Cacimbas, em Linhares.

 
 
 

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