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Elysium

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Kleber Frizzera


Elysium é um filme de ficção científica estadunidense, lançado em 9 de agosto de 2013.

Sinopse

Em 2154, uma pequena parte da população humana vive em Elysium, uma enorme estação espacial, que cria um habitat artificial disponível apenas para os mais ricos e onde qualquer doença ou ferimento são rapidamente curados em máquinas médicas . O resto da população mora na Terra, superpopulosa e pós-apocalíptica, decadente e patrulhada por robôs-policiais truculentos.


Uma distopia capixaba


Notícias recentes informam que investidores capixabas pretendem erguer um clube social, na área do aeroporto de Vitoria, para uso exclusivo de clientes de alta renda, onde poderão, em ambiente controlado, conviver com os seus iguais e desfrutar, em regime fechado, de saudáveis atividades recreativas e esportivas.


Poderiam estas notas jornalística serem vistas como mais uma das peculiaridades da burguesia local, se o clube proposto não ocupasse uma infraestrutura aeroportuária, erguida em área da União, com recursos públicos, e que se propunha originalmente ser um suporte `a implantação de atividades produtivas modernas.


A operadora privada, Zurich, ao contrário de contribuir para o desenvolvimento local, fazendo do aeroporto um hub para alavancar novos negócios turísticos, tais como hotéis e centros de convenções, atrair voos internacionais, favorecer a logística aérea e implantar projetos inovadores, optou pelo caminho mais fácil dos lucros imobiliários.


Igreja, supermercados, escola e agora um clube privado passaram a ocupar estas áreas privilegiadas urbanas, não contribuindo para dotar a capital de um conjunto de projetos econômicos, articulados nacionalmente, para substituir a atual matriz produtiva dominante, que sofrerão profundos impactos negativos com a próxima implantação da reforma tributária.


Assim, onde poderia haver um parque de uso público, onde poderia se instalar dezenas de pequenos e médios negócios, onde Vitoria poderia encontrar novos caminhos para o seu desenvolvimento, há um apropriação privada para o gozo de um pequeno grupo de privilegiados.


Enquanto isto, os poderes públicos permanecem mudos, calados.


Talvez as eleições falem mais alto.


Kleber Frizzera é cronista e arquiteto


 
 
 

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